Exame Glicemia em jejum (Glicose)

PARA QUE SERVE O EXAME GLICEMIA DE JEJUM (GLICOSE)?

A glicose é um carboidrato muito importante, considerado uma das principais fontes de energia para o nosso corpo, seu excesso no sangue ocasiona problemas à saúde, como a diabetes tipo 1 e 2, por isso sua quantidade deve ser controlada. O exame de glicemia tem como objetivo analisar os níveis da taxa de glicose no sangue e é indicado para diagnosticar pré-diabetes, diabetes e para monitorar as taxas de açúcar no sangue de pessoas diabéticas ou com risco para esta doença.

QUAL O PREÇO E O PRAZO PARA A ENTREGA DOS RESULTADOS DO EXAME GLICEMIA DE JEJUM (GLICOSE)?

Os valores podem variar de um laboratório para o outro e a localidade, mas custam em média a partir de R$ 6,00 reais. O prazo para a entrega dos resultados também varia, mas normalmente são entregues em 1 dia.

COMO É FEITO O EXAME GLICEMIA DE JEJUM (GLICOSE)?

A amostra é obtida de uma maneira simples e rápida, sendo necessário realizar uma coleta de sangue de uma veia do braço do paciente. Em seguida a amostra será enviada para análise.

É PRECISO ESTAR EM JEJUM PARA FAZER O EXAME GLICEMIA DE JEJUM (GLICOSE)?

Sim, é preciso que o paciente esteja em jejum, não tendo ingerido nenhum alimento ou bebida de 8 a 14 horas, exceto água. Para a realização do exame em crianças, o tempo de jejum é menor, de 3 a 5 horas antes do exame. Não é recomendado ficar em jejum por mais de 14 horas.

QUAIS AS RECOMENDAÇÕES PARA FAZER O EXAME GLICEMIA DE JEJUM (GLICOSE)?

  • Pode comer normalmente antes de fazer o jejum.
  • Não consumir bebidas alcoólicas, cafeína e evitar exercícios físicos rigorosos antes do exame; 
  • Pacientes com diabetes devem realizar o exame antes da próxima dose de insulina e a ingestão de remédios durante o jejum também não é recomendada, pois pode alterar nos resultados, neste caso, comunique ao médico.

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QUANDO DEVE SER FEITO O EXAME GLICEMIA DE JEJUM (GLICOSE)?

A dosagem de glicose pode ser solicitada pelo médico como um exame de rotina em pessoas saudáveis, porque a diabetes é uma doença que começa com poucos sintomas ou o exame pode ser feito em pessoas que apresentam sintomas de glicose alta (hiperglicemia), como urinar com muita frequência, perda de peso repentino, sem o uso de dietas, desidratação, tonturas, náuseas, mal estar, fome intensa e desmaios constantes. Além disso, é feito também em pessoas com maior risco de diabetes, como os que têm história familiar de diabetes e obesos com mais de 40 a 45 anos de idade. Para pacientes com diabetes tipo 1 ou 2, o exame deve ser realizado em uma média de três meses, mas o período pode ser alterado de acordo com a sua necessidade.

COMO ENTENDER OS RESULTADOS DO EXAME DE GLICEMIA DE JEJUM (GLICOSE)?

O exame indicará se você está ou não com glicose alta (hiperglicemia), baixa (hipoglicemia) e diabetes. Para o diagnóstico de diabetes e de outras doenças, utilizam-se os seguintes valores de referências na hora do exame:

– Normal: inferior a 110 mg/dL;

– Pré-diabetes: entre 110 e 125 mg/dL;

– Diabetes: superior a 126 mg/dL em dois dias diferentes;

– Glicemia de jejum baixa ou hipoglicemia: Igual ou inferior a 70 mg/dL.

Quando os valores se encontram alterados entre 110 mg/dL e 125 mg/dL, o paciente está com predisposição à diabetes, ou seja, a doença ainda não se instalou, mas pode vir a desenvolver. Para a confirmação do resultado, o valor de glicemia deve estar superior a 126mg/dl, porém é necessário repetir o exame por um ou mais dias seguidos, pois são indicadas duas amostras para um diagnóstico preciso.

A taxa de glicemia também deve ser observada na gravidez, o exame faz parte do pré-natal.  Neste caso, os valores de referência são diferentes, quando a glicemia está acima de 92 mg/dL pode se identificar a diabetes gestacional, mas para a confirmação é necessário outros exames como o de tolerância a glicose e o exame de curva glicêmica.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE DIABETES DO TIPO 1 E DIABETES DO TIPOS 2?

A Diabetes tipo 2 afeta a capacidade do organismo de converter o açúcar presente no sangue em energia. Este processo é controlado por uma hormona designada por insulina. Nela o organismo não responde à insulina como devia (a chamada “resistência à insulina”) e também não produz insulina convenientemente. Isto tem como resultado a subida anormal e progressiva dos níveis de “açúcar” no sangue (glicemia) e atinge cerca de 90% das pessoas diagnosticadas com a doença. Ela se manifesta em sua maioria nos adultos. No caso da Diabetes tipo 1 o pâncreas deixa subitamente de produzir insulina. Isso faz com que a subida do açúcar no sangue seja súbita e muito exagerada. Para, além disso, a falta absoluta de insulina dá origem à produção de substâncias tóxicas no organismo, os chamados “corpos cetónicos”, que dão mal-estar e náuseas (“agonias”). Como não há qualquer produção de insulina, a única forma de tratar consiste em administrar insulina.

HÁ OUTRO TIPO DE DIABETES ALÉM DA DO TIPO 1 E 2?

Além dessas há a diabete gestacional, onde ocorre o aumento da resistência à insulina durante a gestação, levando ao aumento dos níveis de glicose no sangue. 

Existem também outros tipos de diabetes que são resultantes de defeitos genéticos associados a outras doenças ou ao uso de medicamentos. 

POSSO VERIFICAR MEU NÍVEL DE GLICOSE EM CASA?

Se você não é diabético ou pré-diabético, em geral não há razão para verificar o nível de glicose em casa. Triagens feitas como parte de exames de rotina são suficientes.
Se você tem o diagnóstico de diabetes, entretanto, seu médico vai recomendar um monitor doméstico de glicose (glicosímetro) para a determinação dos níveis de glicose. Você receberá orientação sobre como devem estar seus níveis de glicose em diferentes horas do dia, medindo a glicemia regularmente

O QUE SIGNIFICA PRÉ-DIABETES?

Não significava que a pessoa possui diabetes e sim que ela possui um risco aumentado para o aparecimento da doença, sendo necessário o exame e monitoramento das taxas de glicose no sangue. Contudo, pessoas que possuem níveis elevados de açúcar no sangue (glicose), podem ser consideradas de risco.

QUAIS OS FATORES INDICAM QUE UMA PESSOA É PRÉ-DIABÉTICA?

Ela é considerada com alto risco para o diabetes quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, quando se faz os exames apropriados para analisar os níveis de glicose e os mesmos apresentam alterações. De acordo com a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia pós prandial em 140 e 199 mg/dL entre 5,7 e 6,4% aumentam significamente o risco de progressão para diabetes, principalmente pessoas obesas, sedentárias e com história familiar de diabetes.

FUI DIAGNOSTICADA COM PRÉ-DIABETES, ME TORNAREI UMA PESSOA DIABÉTICA OU POSSO MUDAR ESSE DIAGNÓSTICO?

O paciente está exposto ao risco da doença em progredir, ela se tornará diabética se não tomar os devidos cuidados. Contudo nem todos os fatores de risco são modificáveis, como a carga genética e a idade, por exemplo, algumas pessoas mesmo tomando os cuidados já estão com risco de serem diabéticas. Somente um médico endocrinologista pode estimar estes riscos para adotar a melhor estratégia.

QUAIS OS EXAMES PARA DIAGNOSTICAR A DIABETES?

A confirmação é feita através do resultado de vários exames que irão avaliar a quantidade circulante no sangue, são eles: o exame de glicemia em jejum, o teste de glicemia capilar, o teste de tolerância à glicose (TOTG) e o exame de hemoglobina glicada.

QUAIS OS ALIMENTOS QUE AUMENTAM A TAXA DE GLICOSE NO SANGUE?

Doces em geral que contém grande quantidade de açúcar, como o chocolate e o pudim, carboidratos simples como o arroz branco e a batata, refrigerantes, carne processada como linguiça e bacon. Enfim, são diversos os alimentos que devem ser evitados ou consumidos moderadamente pela pessoa diabética. Sempre consulte o médico, somente ele irá dizer quais os alimentos apropriados para a pessoa que possui a doença.

QUAIS OS ALIMENTOS QUE AJUDAM A DIMINUIR A TAXA DE GLICOSE NO SANGUE?

Alimentos ricos em fibras como espinafre, chia, brócolis e lentilha, abacate, ovo, amêndoas, etc