Contagem de Reticulócitos

CONTAGEM DE RETICULÓCITOS

A contagem de reticulócitos é utilizada para avaliar a capacidade de eritropoiese da medula óssea, ou seja, analisar se a medula está produzindo hemácias adequadamente de acordo com as necessidades do organismo e para esclarecer o mecanismo de diferentes tipos de anemia.

Os reticulócitos são células imaturas, vermelhas anucleadas e ligeiramente maiores do que a hemácia madura. Essas células são produzidas pela medula óssea quando as células tronco se diferenciam para formar hemácias. Inicialmente as células tronco produzem eritroblastos,  células nucleadas que se encontram, normalmente, apenas na medula óssea. Posteriormente a medula começa a fabricar hemoglobina (proteína que transporta oxigênio) e acabam se tornando células sem núcleo (anucleadas). Sendo assim, os reticulócitos são o intermédio de maturação entre os eritroblastos e as hemácias, já sem núcleo e com certos resquícios de RNA ribossômico, que vão se tornando granulares e finalmente desaparecem quando o reticulócito completa a sua diferenciação em eritrócito maduro, sendo capazes de serem identificados e contadas quando aplicado a um corante supraviral do tipo do azul de cresil brilhante. A contagem de reticulócitos determina seu percentual entre as hemácias no sangue, e indica a velocidade de produção de hemácias na medula óssea.

QUANDO ESTE EXAME É SOLICITADO PELO MÉDICO?

A contagem de reticulócitos é solicitada quando há resultados anormais em um exame de rotina, como o hemograma, que pode apresentar diminuição do número de hemácias, da hemoglobina e do hematócrito, com base nesses resultados, a contagem de reticulócitos é usada para esclarecer a causa de uma anemia. Além disso, esse exame pode ser solicitado caso o paciente apresente sintomas relacionados a anemia, como palidez, fadiga, fraqueza, falta de ar ou sangue nas fezes ou quando o paciente apresenta deficiente de ferro, de vitamina B12 ou de folato, doença renal, supressão de medula óssea resultante de quimioterapia ou transplante de medula óssea, ou está sendo tratado com eritropoietina. O médico pode solicitar a contagem de reticulócitos com um hemograma, em intervalos regulares, para acompanhar a função da medula óssea e a resposta ao tratamento.

Quando há elevação do número de hemácias, do hematócrito e da hemoglobina, a contagem de reticulócitos pode ser usada para determinar a intensidade da produção excessiva de hemácias.

RESULTADOS DO EXAME

Uma forma mais acurada de oferecer o resultado é como número absoluto de reticulócitos por milímetro cúbico de sangue, cujos valores de referência estão entre 20.000 e 80.000/mm3 , sendo 120.000/mm3 o valor superior da normalidade.

Em pessoas saudáveis, a quantidade de reticulócitos no sangue é estável e sua contagem indica a atividade recente da medula óssea. Quando a medula responde adequadamente ao aumento da produção de hemácias, ocorre a liberação de hemácias menos maduras na circulação, elevando o número de reticulócitos.

Fatores que aumentam a quantidade de reticulócitos no sangue:

  • Sangramento. Se houver hemorragia, o número de reticulócitos aumenta para compensar a perda de hemácias. Se houver perda de sangue crônica, o número de reticulócitos pode permanecer elevado enquanto a medula óssea supre a necessidade de novas hemácias
  • Anemia hemolítica
  • Doença hemolítica do recém-nascido.

Quando a medula não é capaz de suprir as necessidades do organismo, o número de reticulócitos pode permanecer normal ou apenas se elevar um pouco e até diminuir devido à falta de produção adequada. Em casos de anemia em que o número de reticulócitos não aumenta, é provável que a medula esteja com algum problema ou deficiência de eritropoietina.

Fatores que diminuem a quantidade de reticulócitos no sangue:

  • Anemia por deficiência de ferro
  • Anemia perniciosa ou deficiência de ácido fólico
  • Anemia aplástica
  • Radioterapia
  • Inibição da medula óssea por infecção ou por câncer

A contagem de reticulócitos indica algum problema, mas não diagnostica a doença que está causando o problema. Portanto, é necessário que se investigue mais. Essa contagem é usada também para monitorar a eficácia do tratamento após intervenção terapêutica, monitoramento após transplante de medula óssea, quimioterapia ou tratamento de deficiências de ferro, vitamina B12 ou folato. Quando ocorre o aumento de reticulócitos nesses casos, indica a recuperação da medula óssea. A contagem de hemácias, a hemoglobina, o hematócrito e os reticulócitos se encontram elevados em doenças que causam produção excessiva de hemácias.

Vale ressaltar que o aumento da quantidade de reticulócitos pode se elevar mesmo não tendo doença. Pessoas que se submetem a grandes altitudes, fumantes, gravidez e recém-nascidos também podem apresentar essa elevação.

COMO O EXAME É REALIZADO?

A amostra é obtida de uma maneira simples e rápida, sendo necessário realizar uma coleta sanguínea de uma veia do braço do paciente ou a amostra pode ser colhida por punção no dedo ou calcanhar de um bebê. Em seguida a amostra será enviada para análise.

É NECESSÁRIA ALGUMA PREPARAÇÃO PARA REALIZAR O EXAME?

Alguns laboratórios pedem jejum de no mínimo 3 ou 4 horas, caso o paciente não tenha feito uma dieta leve no dia anterior. Portanto antes de realizar o exame é necessário que o paciente confirme com o laboratório quais as condições  para realizar o exame.

QUAL O VALOR DO EXAME  E O PRAZO PARA A ENTREGA DOS RESULTADOS?

O valor e o prazo da entrega devem ser consultados com o laboratório onde será realizado o exame, pois podem variar.